sábado, 26 de dezembro de 2009

Sara Bareilles - Live from The Gravity Tour EP (download)


Em comemoração as festas de fim de ano, a talentosa Sara Bareilles disponibilizou de forma gratuita no seu site oficial o download de um Ep inédito. Só é necessário fazer um rápido cadastro (nome, email, país e data de nascimento) e você receberá o link para download. O que você está esperando? Para fãs é imperdível, para quem não conhece é uma ótima chance de se aproximar do trabalho dessa cantora, compositora e pianista americana.

http://www.sarabmusic.com/


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Jamie Cullum - Don't Stop The Music

The Pursuit, novo disco do cantor inglês Jamie Cullum tem como primeiro single um cover da música Don’t Stop The Music da Rihanna.



Aqui se encontra um perfeito exemplo do que os americanos chamam “its a grower”. Grower é uma música ou disco que não causa uma rápida identificação, mas acaba te conquistando aos poucos a cada nova audição. Nas primeiras vezes você ainda está se acostumando. Na verdade, entendendo, digerindo. Ao começar ouvir essa versão, achei um pouco sem charme, o vocal descuidado demais, a melodia pouco marcada pelo piano. Quando terminou, eu já discordava de mim mesmo e coloquei para tocar de novo. O vocal descuidado combina com a coloquialidade e simplicidade da letra e a melodia inteligentemente se arrasta – crescente- para explodir no refrão.

Curiosamente, o Jamie não canta a vocalização da música Wanna be Startin' Somethin’ do Michael Jackson que foi usada na versão original da Rihanna. E o fez muito bem porque não havia espaço nessa sua versão jazz pop. Na original é a tal vocalização o único artifício que afasta o hit de cair na gigantesca vala de “canções para balada”, que traz algo original (mesmo não sendo) para a música da pop star. Veja bem, batida eletrônica? Check! Sintetizadores? Check! Vocal feminino? Check! Letra hedonista sobre dançar-paquerar-esquecer-o-mundo-lá-fora? Check! Um clichê vivo, não?

A letra de Don’t Stop The Music até tenta parecer sexual (“Mas agora nós estamos agitando na pista de dança agindo indecentemente), mas com versos como "Suas mãos ao redor da minha cintura, apenas deixe a música tocar/ Nós estamos de mãos dados, corpos colados e agora cara-a-cara" ,ela soa mais como um jazz leve para casais rodopiarem os salões mundo afora. Faz todo sentido essa versão mais arrojada do Jamie Cullum.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tenori-on e Little Boots - Vício aos ouvidos ( e aos olhos também)

A primeira vez que vi alguém usando esse instrumento foi em um vídeo de um show da Bjork. Esse tocado pela Little Boots (nome real: Victoria Christina Hesketh) é uma versão diferente. Menor e mais simples (o da Bjork era como uma mesa aonde ia se colocando vários objetos), o tenori-on funciona assim: ele tem uma tela sensível a toque toda dividida em pequenos quadrados e ao lado ficam os botões para mudar o instrumento que você ira tocar. É só escolher o instrumento e tocar em pontos na tela, daí surge o som.


Incrível,né? E vicia! Existe uma versão eletrônica dele na internet. Experimente.


A Little Boots, nova sensação da música pop, foi uma das escolhas da MTV para o projeto PUSH, onde todas as MTV do mundo ficam encarregadas de apresentar esses artistas aos seus países. Além dela, já participaram desse projeto a Pixie Lott, La Roux, Hockey e a Kesha. O som da Victoria é bem dançante. No canal oficial dela no You Tube(http://www.youtube.com/user/littlebootsvideos) você pode assistir aos clipes oficiais e vários vídeos que ela posta. Tem ela tocando Time After Time da Cindy Lauper num tecladinho e uma versão de Running Up That Hill da Kate Bush, por exemplo. Esse último você pode assistir aqui em baixo.



Aqui ela está no clássico programa Later With... Jools Holland tocando Meddle (que eu adoro) usando o Tenori, piano e algo que não sei o que é :p




UPDATE: O nome do instrumento eletrônico sensível ao toque que a Bjork usa é Reac Table. "O sintetizador consiste em mover diversos objetos (cada objeto tem uma função sonora), numa superfície luminosa, translúcida e multi-táctil. Através do movimento e do relacionando desses objetos entre si sobre a superfície, é possível criar sons, ritmos, loops, bases e arranjos musicais dinâmicos como se estivesse utilizando um sintetizador modular mesmo. Uma câmara de vídeo colocada por baixo da mesa analisa e segue os movimentos dos objetos (posição e orientação) que o transmite a um software. Um projetor reproduz as animações na mesma superfície, mostrando os sons produzidos pelo sintetizador". (http://www.submusica.com/bjork-usa-reactable-em-turne/).

É possível ver ele sendo usados em alguns vídeos do Voltatic que estão no You Tube. Voltatic é o nome do disco ao vivo lançado pela Bjork mostrando 2 shows da turnê do disco Volta, o sexto disco solo de sua carreira - não contando as duas trilhas sonoras que ela fez.

Aqui você pode ver o Reac Table em ação apartir do momento 0:23 segundos. A música é Desired Constellation, uma das minhas preferidas do disco Medulla. A harmonia (e produção )dessa música é de outro mundo.



E em Triumph of a Heart, observe o início e o momento apartir de 3:35 sgundos:


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A versão despida da Katy Perry (MTV Unplugged)


Quem é vivo sempre aparece – até quem você acreditava já estar morto e em estado de decomposição. A MTV americana lançou mais um especial MTV Unplugged, que vale lembrar, nos EUA é mais um programa do que um selo para lançar disco (que é o que acontece no Brasil). Muitos artistas participaram do programa, mas sem lançar discos com o material gravado e, principalmente, fazer turnê de divulgação. Mas é claro que os que não foram para as lojas estão disponíveis na internet de forma ilegal. Eu sugiro ouvir o da Tori Amos e o da Bjork (que ela lançou no disco Debut live, que com exceção de Venus As A Boy, foi todo retirado do Unplugged que ela gravou durante a turnê do seu primeiro disco).

Dessa vez a pessoa escolhida foi a Katy Perry. Como foi no caso da Bjork, a Katy só tem apenas um disco lançado. Na verdade ela já lançou um disco gospel com o nome Katty Hudson, mas esse é um disco que não é levado em consideração, da mesma forma que o Jagged Little Pill da Alanis Morissette é visto com seu debut, mas ela havia lançado dois discos durante sua adolescência (Alanis e Now Is The Time). Por serem discos iniciais que não representam o trabalho atual e mais autoral das suas feitoras, eles são vistos com algo à parte na carreira.

Com apenas sete faixas, infelizmente ela não explorou mais as canções que não foram singles. Fingerprints e I’m Still Breathing, por exemplo, são canções que deveriam ser conhecidas. Mas se baseando nos singles, o resultado final é previsivelmente bom. I Kissed A Girl surge num formato jazz-cabré que convence, e com era de se imaginar, Waking Up In Vegas está muito confortável no formato acústico. Katy está cantando muito bem. Ao vivo é se percebe como suas canções tem muitas notas altas e falsetes perigosos, que ela domina muito bem. Como de praxe num acústico MTV, aqui ela gravou um cover e uma inédita. O cover é Hackensack, do Fountains of Wayne, e como dito pela própria Katy antes de cantá-la, é uma canção pop perfeita. Doce, triste e lânguida. E ficou melhor do que a versão original.


A inédita é uma bela surpresa. Sozinha no palco, ela se acompanha no violão na música Brick By Brick. Diferente da seara mais pop do disco, esse é um momento mais folk. Diferente de muitas garotas do universo pop que tocam guitarras que nunca são audíveis ou são, pelo menos, colocadas (muito) mais baixas do que a tocada por um músico da banda, o que se vê é uma violonista não extraordinária, mas sem dúvida nenhuma, segura do que está fazendo. E fazendo muito bem. A melodia com acordes abertos é delicada. A letra fala sobre a distância entre um casal e o esforço realizado pela mulher para tentar conseguir se conectar ao seu amado. Sozinha e sofrida, ela confessa no refrão: “eu estou atravessando essas paredes, essas paredes entre nós dois – eu não estou desistindo”.


Sem o (comum) medo do segundo disco, ela declara várias vezes nas entrevistas desse especial que está muito ansiosa para finalmente começar a compor para seu segundo disco porque está com vontade de expressar tudo que aconteceu nos últimos dois anos. O grande Rivers Cuomo, da banda Weezer, disse numa entrevista de rádio que ele e a Katy vão se encontrar para escrever canções para esse futuro álbum dela. Estás em ótima companhia, Katy...

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